A Adição ao jogo e as relações familiares

A Adição ao jogo e as relações familiares

O jogo é conhecido no Homem desde os tempos mais remotos, fazendo parte dos tempos de lazer de todas as sociedades e culturas, e para a maior parte das pessoas é uma actividade relaxante, não constituindo consequências negativas.

No que ao desenvolvimento diz respeito, o jogo ajuda na interiorização de regras, definição de limites, estimulação da interacção social, entre outros. Mas nem todos respondem do mesmo modo ao jogo. Existe o jogo patológico e tal é caracterizado como sendo uma perturbação do comportamento, trazendo consequências negativas tanto a nível individual como familiar e social.

Há evidências científicas, que associam a nível individual o jogo aos sintomas clínicos de depressão, ansiedade, perturbações de humor, transtorno de pânico, obsessão-compulsão, abusos de substâncias e até mesmo ideação suicida.

A nível familiar, ter no seu seio um individuo com comportamentos de jogo patológico pode trazer consequências destruidoras para os elementos dessa família e as relações entre si, pois as mentiras, conflitos, problemas económicos, agressão e violência são uma constante.

Momentos de crise familiar, como o nascimento de um filho, um divórcio, desemprego ou morte de um familiar, podem ter o efeito de desenvolver e/ou ampliar esta patologia do jogo.

Os números e as estatísticas são alarmantes. Recentemente foi atribuído como causa de motivo de 200 divórcios no Reino Unido, uma plataforma de vídeo jogo online. Cada vez mais se fala também nas consequências em termos de insucesso escolar de crianças e adolescentes, associado aos jogos online, bem como alterações no seu comportamento, algumas de bastante gravidade.

Se está a passar por alguma destas situações na sua família e precisa de ajuda, contacte-nos.